Passeio no Parque

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Via sua saia dançando a cada rajada de vento. Expectativa oscilava a todo instante que o tecido subia acariciando sua pele lisa e bronzeada. Ficava ainda mais exaltado quando lembrava que suas roupas íntimas não participam de nossos passeios ao parque.

E no vai e vem de pessoas descompromissadas, Flavia abaixava sutilmente seu tomara-que-caia mostrando suas grandes auréolas róseas, cercadas pela fartura carnal de suas mamas tão fofas. Provocando-me mais e mais.

Brincávamos de desconhecidos. Ela sentava-se num banco na praça, cruzando suas pernas grossas enquanto fingia esperar por alguém. Eu ficava encostado numa árvore próxima, de óculos escuros, apenas observando suas ações. Me sentia bem a cada homem que passava admirando a minha loira, cujos cabelos esvoaçantes pintavam uma obra de arte abstrata.

Ligeira, Flavia abria suas pernas com delicadeza, deixando um vislumbre de sua flor mais preciosa. Trocava a perna cruzada com a perspicácia de um poeta ao descrever uma manhã de primavera. Conduzia-me cada vez mais ao desvario.

O sol refletia sua luz dourada nas grandes esmeraldas que eram os olhos da minha fortuna. Fortunado eu, que, passado um jovem cheio do apetite sexual que não desestabilizou sua mira de tão belo conjunto de preciosidades, estremeci. Atingi o Monte Everest dos prazeres pré-nupciais.

Como que para agradar uma plateia teatral de faces inexistentes, fui ao encontro da protagonista. E ao prenúncio de salvas de palmas ensandecidas, disse em seu ouvido que faria dessa noite o céu mais estrelado de todo nosso matrimônio.

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